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Um destino ainda desconhecido

Slug: um+destino+ainda+desconhecido

Publicado em: 06/07/2012

Tradutores:

GrYllO, Lee kun, Wapomaz

Revisores:

MV BackerLee kun

Conteúdo:

Tranquilidade sem gravidade! Um sentimento estranho de infinitude! Palpebras caídas! Estranhas silhuetas no escuro. Vozes sussurrando no ar. O que estão dizendo? O que eles querem? As vozes... mais altas e velozes. Parece um nome... É o meu nome? Olhando pela escuridão, procurando uma explicação sobre o que aconteceu... Um corpo morto e quebrado no chão... As vozes novamente, assemelham-se a um trovão ecoando... me puxando em direção a elas. O barulho está ficando cada vez mais alto... Uma tempestade vociferando dentro da minha cabeça... Chamando o nome de novo e de novo. "Venha conosco, siga-nos!", as vezes estão cantando... Parece tão sedutor...

Subitamente... a névoa se foi. Posso ver claramente. O corpo morto... é MEU. Não... Nãããooo. Eu não posso seguir essas vozes... Não terminei aqui ainda. Eu NÃO ESTOU MORTO! ME DEIXEM EM PAZ! NÃO SEGUIREI VOCÊS! EU ESTOU VIVO!

Sinto frio na minha bochecha esquerda. Abro meus olhos. Devagar, pois o brilho dói. Minha lingua parece grossa e inchada. Sinto o forte cheiro da batalha, sangue e morte. Aos poucos, meus olhos se adaptam à luz e eu posso finalmente ver onde estou. Um quarto pequeno, solo pedregoso, bacias de cartão queimando em cada canto, camas e um pequeno caminho ao sul. A única saída? Sangue no chão, uma espada quebrada, uma tocha e um anel. Traços de luta? Mas onde estão os inimigos? Minhas roupas estão encharcadas de sangue mas eu não vejo feridas. Sinto-me exausto, fraco mas vivo. Não me lembro de nada. Nem quem eu sou ou o que estou fazendo aqui. Por que eu vim aqui? Devo levar o anel comigo? De algum modo, acho que ele me pertence. Bem, especulações não me levarão a lugar algum. Vamos sair daqui. Sigo o caminho para o sul. Que sorte que a tocha ainda não queimou completamente. As bacias de carvão me ajudarão a acendê-la novamente.

Corpos mortos por toda parte. Parece que realmente aconteceu uma batalha, ou melhor: um massacre. Mas, quem morreu? Espere, o que é isso? Uma estranha luz azul ao norte. Não é uma chama! Pulsa como um coração. Um coração frio e azul. Sinto que estou destinado a entrar nesta luz brilhante. Tenho medo, mas estou curioso também. O que devo fazer? Correr para a luz ou explorar a escuridão?

Parte II:

Eu decidi ignorar a luz azul por enquanto, mas não tenho certeza se ficar aqui e explorar a escuridão foi uma boa ideia. Agora, eu perdi noção do tempo. Eu não tenho ideia de há quanto tempo eu estou vagando por esses corredores escuros e frios. Esse lugar é estranho e perigoso. Apesar de eu não ter encontrado uma saída, eu vi coisas estranhas e incomuns. A oeste do lugar onde acordei existe um outro quarto exatamente igual. Aqui e ali eu vejo grandes blocos de rocha que se parecem mais com altares de sacrifício do que com rochas. Ao norte da fria e pulsante luz azul, encontrei ainda mais corpos abatidos, mais sangue. O ar está cheio de moscas e o cheiro horrível me faz engasgar toda hora. Pelo menos eu encontrei alguns equipamentos no meio de tantos corpos, porém o escudo e a espada que encontrei parecem que não foram feitos para mim. Ao norte existem também algumas estantes com livros e pergaminhos. Eu não entendi a metade deles, mas estou convencido que algo muito estranho está acontecendo aqui. Minha mente ainda está vazia, mas este anel me faz ficar pensando. Será que ele é realmente meu? No momento, eu estou tentando recuperar o fôlego e estou sentado ao lado de uma porta de madeira. Aparentemente eu não estou sozinho aqui... Eu posso escutar passos do outro lado da porta. Será que devo tentar falar com essa pessoa? Talvez este estranho possa me ajudar a descobrir o que aconteceu comigo, ou pelo menos a sair daqui. Espere! O que é isso? Parece um tumulto. Estou escutando pessoas, vozes, tinido de armas. Eles estão vindo? O que devo fazer? Conversar com a pessoa atrás da porta, ou será que devo correr para a luz azul com a esperança de que seja uma saída...?

Parte III:

Talvez essa pessoa conheça uma saída daqui. Vou arriscar...

Que desperdício de tempo. A conversa com aquela pessoa estranha não me levou a lugar algum. Eu ainda não tenho a menor ideia sobre onde estou. Ela é uma prisioneira, mas diferente de mim, ela sabe como chegou aqui. Bom, pelo menos agora eu sei que esse lugar era pra ser um monumento da vitória do bem contra o mal, uma catedral. Mas um terremoto fez com que acabasse se tornando uma fortaleza da escória do mal. Agora um culto governa esse lugar, procurando por pessoas insatisfeitas, descontentes e pobres que possam ser usadas como ladrões, contrabandistas e apenas os Deuses sabem o que mais. Pelo menos ela pode se virar sozinha.

O que está acontecendo? Caramba! O tumulto está chegando cada vez mais perto. Eu preciso sair daqui bem depressa. Eu posso escutá-los rindo: "Hihihihi!", "Herba budinia ex!". O que isso significa? Fogo, enxofre, sombras nas paredes. Eles estão vindo... Vindo atrás de mim... "Adivinhe o que nós estamos caçando, hahaha!". Ameaças! Agora eu já posso vê-los. Monges, bruxas, caçadores e outros... "Seu fim é agora!". Meu sangue congela em minhas veias... Eu vou morrer aqui! Um assassino... ao meu lado... Sussurando: "Morra!"... Eu dou um passo para trás. Sinto a parede atrás de mim... Oh Deuses... Será que eu acabei de escapar da morte para ser massacrado por um bando de bandidos infames e  bruxas velhas? Eu estou tremendo, fecho meus olhos... Escuto as gargalhadas deles, posso sentir sua sede por sangue... Sangue... Por uma fração de segundo... Silêncio... Escuridão tranquilizante, sangue... Meu sangue...

Algo está se agitando em mim! Algo antigo e poderoso, algo mágico. Será o último sentimento antes de passar para o outro lado?... Não. Estou começando a me lembrar. Ainda não sei meu nome... Mas eu sei minha profissão... E agora eu tenho certeza que não será o meu sangue o derramado. Eu abro meus olhos... O assassino está parado ao meu lado. Os outros, apenas há alguns passos de distância, ainda rindo, apontando para mim... Vamos ver quem vai rir por último. O assassino, como ele tem um olhar arrogante... Eu sorrio, ele levanta uma sobrancelha... "Exori Flam"... uma pilha de cinzas é o que resta. As risadas acabam, o silêncio do espanto. Eu me viro em direção aos outros.

"Tem certeza que são vocês que estão caçando?"

Começou. Eu sinto o poder da magia nas minhas veias, implorando para ser liberado... e eu o libero... Em menos de um minuto, todos eles estão mortos. Derrubados pelo poder da magia e da raiva, minha raiva. Agora que sei o que eu sou, eu não tenho mais medo. Eu entro na luz azul e me vejo em outro andar. Mais dessa escória humana. Bom!... A matança continua.

Eles não tem nem chance de fugir ou se defender. Eu lanço magia por magia, não há resistência, apenas faces surpresas. Eu sou o juiz e executor deles. Sem absolvição, apenas morte... Eu vou abrindo meu caminho para fora da construção, andar por andar, ninguém pode me parar. Quem fica no meu caminho morre rapidamente...

Finalmente, luz do sol... Eu lembro deste lugar, mas o que me trouxe aqui... Eu não sei porque, mas tenho certeza que não encontrarei a resposta aqui. Eu vou embora. Quanto mais rápido, melhor. Eu me lembro de uma cidade. Talvez eu possa encontrar mais sobre meu passado lá? Então, qual é o nome mesmo?

Parte IV:

Th... Thiso?... Thees?...Ah..Thais! Sim, Thais era o nome. Se não me engano essa cidade fica a noroeste desse lugar maldito. Vamos ver se consigo achar o caminho pra casa, e se realmente é minha casa...

... Não acredito que eu realmente andei todo esse caminho desde a catedral até Thais. Estou exausto. Especialmente o deserto, onde me perdi por um tempo. Aquele lugar é bem interessante, eu deveria voltar um dia e explorá-lo. Mas isso não importa agora. É hora de desvendar o que aconteceu comigo. Depois de alguns dias viajando eu pude finalmente ver alguns telhados de Thais no horizonte. E agora que passo pelos portões dessa cidade eu sei que vir aqui foi a decisão correta. Eu sinto algumas lembranças retornando. Ainda existem vários pedaços incompletos, mas pelo menos eu lembro que eu morava em Thais. Além disso, as pessoas parecem me conhecer muito bem. Elas me cumprimentam onde quer que eu vá, e demonstram bastante respeito. Até o grande sino da cidade tocou quando eu entrei. Parece que sou uma pessoa famosa... A cidade está muito movimentada hoje... Pessoas correndo de casa em casa... Mesmo que elas pareçam estressadas, aparentam estar felizes. Ah, elas estão decorando as ruas com lampiões e fitas coloridas... E tudo está muito limpo... Isso é bem estranho para uma cidade grande... Eu estou realmente curioso pra entender o que se passa aqui... Ah... Que casa maravilhosa... Eu acho que a conheço... Estou curioso se... Realmente, posso abrir a porta... Vou dar uma olhada lá dentro... Caramba! Isso que chamo de biblioteca... E todos esses aparatos mágicos... Varinhas, poções, instrumentos, runas... Espere um minuto... Será que... Sim! É claro, tudo isso é meu. Essa é minha residência... Essa ótima casa, a mágica, o respeito dos cidadãos...Eu me lembro! Eu sou o Mago de Thais! Mas por que deixei a cidade? O que aconteceu na catedral... Devagar... Um passo de cada vez. Antes de tudo, eu vou tomar um banho para retirar essa sujeira e trocar essa roupa ensanguentada. E aí vou tentar descobrir o que aconteceu...

Agora sim, me sinto um novo homem. Quase me esqueci daquele anel que achei no meu bolso. Depois de limpar a sujeira, posso claramente ver que é uma aliança. Será que sou casado? Não parece que mais alguém vive na minha casa. Talvez Lynda, a pastora do Grande Panteon, possa me contar mais. Ah, mais uma pessoa de quem me lembro, Lynda! Não vou perder mais tempo, hora de ir! Onde será que a encontro? Isso, ao norte. Espero que ela possa me ajudar.

"Ouça! Ouça! É Dia do Rei, vamos cantar e celebrar! Decorar Thais e tocar os sinos! Venha para a arena para ouvir o barulho das espadas duelando! Alegrem-se! Viva o Rei!"

Dia do Rei, é claro! O Rei Tibianus está celebrando seu reinado. Rei Tibianus... uma missão real? Isso me lembra algo... Será que devo visitá-lo? Mas e o anel?

Parte V

Bom, tenho certeza que o rei está muito ocupado em um dia como este. E talvez ele não aprecie se ele em enviou em uma missão da qual não me lembro... Pode ser constrangedor... Além disso, sem dúvida eu terei direito a uma audiência depois das festas de qualquer forma. Então vou levar o anel para Lynda, e com sorte ela poderá me esclarecer algumas coisas.

Mas que inferno! Ela ignorou minha pergunta sobre a aliança. O que está acontecendo? Em vez de me contar a verdade ela quer conversar sobre bençãos... Como se eu precisasse disso... Bom, deixe-me ver se ela sabe algo sobre a minha missão... Opa... Finalmente temos uma discussão sobre os Deuses do bem e do mal... Estou curioso... Espere, isso parece interessante:

"Os Deuses que são do mal são Zathroth, Fafnar, Brog, Urgith e os Archdemons!" Isso me soa familiar...
"E esses Archdemons, Lynda?" "Os demônios são seguidores de Zathroth. Os mais crueis são conhecidos como os Sete Implacáveis."
... Os Sete Implacáveis... Será? Uma missão contra as forças malignas...? Vou perguntá-la: "Você pode me falar mais sobre os Sete Implacáveis?" "Eu não quero falar sobre esse assunto!"

AFF... PASTORA TEIMOSA!!! Eu estava tão perto... Sete Implacáveis... Archdemons... Zathroth... Malditos segredos... Um lugar estranho e perigoso... Abaixo da terra... Tronos obscuros... Zathroth... Sem luz do sol... Escuridão eterna... Os Sete Implacáveis... Controlados pelas criaturas da noite... Puro mal... QUAL ERA A MINHA MISSÃO...

Parte VI
escrita por Dark Spike

Eu me esforcei pra encontrar o Rei. DROGA! Se não fosse pelas festividades do dia do Rei eu teria conseguido falar com ele. Talvez eu possa encontrar algumas respostas ao retornar pra casa, aliás, provavelmente estou deixando escapar alguma coisa. Vou começar procurando entre meus arquivos na biblioteca. Através de cartas do rei e notas que tomei, encontro algo, mas, espera, o que é isso? Um livro velho e acabado, sobre forças de conjuração... E o que é esse arrepio subindo pela minha espinha? Assim que comecei a pensar sobre os pequenos segredos escritos nas cartas, eu percebi que estava girando minha aliança ainda no dedo... Eu lembro agora, o anel fazia parte do meu disfarce, eu estava encoberto, agindo como um dos cultistas pra colher informações para o Rei sobre as suspeitas acerca das força dos cultistas. Eu estava lá com um dos guardas reais; ela estava se passando por minha esposa. Eu ainda não sei porquê eu estava investigando particularmente essa página sobre os cultistas, ou o que eu aprendi estando lá, mas uma coisa é certa! Preciso voltar. Se os cultistas descobrirem sobre nós, estaremos em sérios apuros. Preciso correr!

Que agonizante cavalgada de volta! Estou triste por ter causado a morte do pobre cavalo, mas eu não podia perder um segundo sequer. Eu fiz meu caminho de volta pra catedral sombria, mas dessa vez melhor preparado. Me equipei com alguns equipamentos que encontrei em casa. Me vesti com um robe que serve melhor que as armaduras pesadas que tive de usar antes, peguei um cajado apropriado e um livro de magia que me caem muito melhor que a antiga espada e o escudo. Estou, certamente, pronto pra qualquer coisa que aqueles cultistas possam lançar em mim. E voltei pra onde tudo isso começou, no quarto que acordei sem minhas memórias. Eu vejo sangue e a velha espada qubrada no chão, e de repente o quarto começa a rodar... Eu acho que estou ficando doente... Não, todas as memórias estão voltando pra minha cabeça, eu estou completamente tonto com tantas lembranças. Avalie era o nome dela, nós fomos encontrados do lado de fora pelos cultistas, e fomos pegos de surpresa. Avalie começou a brandir sua espada em uma luta singular como uma campeã, assim eu pude usar magia de destruição à distância. Nós tentamos sair em retirada, mas fomos atingidos e perdemos os sentidos por alguns momentos até acordarmos neste quarto. E pouco antes de perder a memória, lembro-me agora de tê-la visto correndo para fora, chamando os bastardos e levando-os pra longe de mim...

Apesar de não sermos marido e mulher, durante nosso tempo junto neste lugar nós crescemos e nos afeiçoamos um ao outro. É por isso que ela correu para fora, ela sabia que eu não deixaria que ela se sacrificasse por mim. Mas seja lá o que encontramos, foi mais importante que o amor que começamos a sentir um pelo outro. E O QUE SERIA ISSO PARA SER TÃO IMPORTANTE? É a única peça deste quebra cabeça que está faltando, e é a mais importante.

O que era? Um feixe de luz veio pelo corredor e outro, seja o que for, está chegando perto.

"CHAMEK ATH UTHUL ARAK" seria isso... Demônios? Aqui? Não! Isso não pode ser qualquer demônio, mas um dos Archdemons! O que esses idiotas fizeram? Eu preciso avisar ao Rei! Se eu não o avisar este pode ser o fim do mundo. Precisamos nos preparar... Ó Deuses, não! Ele me encontrou. Estamos todos perdidos. É o fim.

Nossa história chegou ao fim. Você decidiu o destino de nosso herói e nós queremos agradecer a todos os jogadores que se dedicaram a participar no nosso fórum. E um agradecimento especial pra todos que participaram do concurso pra decidir o final desta aventura. Vocês criaram uma ótima história e nós de verdade apreciamos seus esforços e dedicação. Parabéns pro Dark Spike novamente, você foi escolhido como campeão.

A caneta é mais poderosa que a espada!
Seus Community Managers!

Texto orignal em:

Tibia.com

Comente no fórum:

http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=459520

 

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